
Narrativas Pretas, Indígenas e LGBTQIAPN+ em uma Educação Transgressora
Organização: Jairo Carioca de Oliveira e Ronald Lopes de Oliveira · Prefácio: Brian Kibuuka · Posfácio: Robson Mello · 363 páginas
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O estudo das masculinidades pretas, indígenas e LGBTQIAPN+ emerge como um campo interdisciplinar de análise, fundamentado em teorias críticas de gênero, raça e sexualidade. Valorizando vozes marginalizadas, busca-se desvelar as complexidades e interseccionalidades dessas experiências identitárias. Reconhecendo narrativas individuais e coletivas, este livro propõe uma reflexão crítica sobre os desafios, resistências e possibilidades de reconstrução das masculinidades em contextos sociais marcados por opressões estruturais. Com base em teorias interseccionais, busca-se contribuir para a construção de um conhecimento reflexivo e engajado, promovendo a equidade e o respeito à multiplicidade de expressões identitárias e visando desmantelar estruturas de poder e opressão.

Contracapa
22 pesquisadoras(es) presentes nesta obra
O selo editorial do CPAPEC agora se desdobra em três selos irmãos. Mesmo gesto fundador — a Travessia — em três modos de escrever a partir da borda.
Pesquisas, ensaios e obras teóricas que legitimam narrativas marginalizadas no campo do pensamento.

A ficção que rompe e desloca o real. A prosa como contraponto ao verso — narrativas da margem que disputam o imaginário.

Poéticas marginais — poetas da periferia, saraus, oralidade insurgente. O verso que vem da borda.
O selo-mãe da família. Pesquisas, ensaios e obras teóricas que legitimam narrativas marginalizadas no campo do pensamento — psicanálise, educação e cultura a partir das bordas.
A Escuta antes da escrita. A pesquisa que parte da margem e devolve à margem o que produz.

A prosa como contraponto ao verso — a ficção que rompe e desloca o real. Narrativas da margem que disputam o imaginário, romance e conto a partir das bordas.
O real não é dado. A ficção tampouco. Entre os dois, a travessia.

Um Real Trapaceiro
Hudson A. R. Bonomo·com — |
Um homem que não dorme escreve, de madrugada, um livro sobre o que acontece quando a tela apaga e o quarto volta. O que começa como um ensaio sobre a nossa relação com as telas se transforma, capítulo a capítulo, em outra coisa: uma travessia pessoal pelo tédio, pela fuga, pela descoberta de que o chão sempre foi água, e pela aprendizagem — lenta, difícil, aprendida com quem nunca teve chão — de como se mover sobre essa água sem se afogar.
No caminho, o narrador encontra Alice, que encolheu para caber na tela e nunca mais voltou. Encontra Dona Cida, que faz a água subir numa encosta onde nada funciona como deveria. Encontra Roberto, que acorda dentro do pesadelo todo dia e vai trabalhar. Encontra a ilha de Morel, onde as imagens dançam, consolam e respondem sem ter ninguém dentro. E encontra a coisa que responde — uma inteligência artificial que o acompanha de madrugada, que nunca dorme, que nunca hesita, e que lhe oferece, a cada parágrafo, a tentação do mundo pronto.

Poéticas marginais — poetas da periferia, saraus, oralidade insurgente. O verso que vem da borda, da rua, do território.
Onde o Estado não chega, a palavra atravessa em verso.

Projeto de Poesia Colaborativa · Volume 3
Organização: Jairo Carioca de Oliveira·onze poetas
Em A Gaveta dos Poemas Esquecidos, volume 3, a poesia abre sua última gaveta para revelar onze mulheres que transformam silêncio em corpo, memória e linguagem. Nascido no susto da pandemia, o projeto chega ao fim como quem acende uma casa depois do apagão — cada poema guarda ferida, riso, perda, desejo, maternidade, negritude, fé, desamparo e resistência. Aqui, escrever é sobrevivência. São vozes que não pedem licença para existir; rasuram destinos, inventam mundos e fazem da palavra um território de liberdade. Um livro para ser lido com olhos, pele, coração e alma toda inteira aberta e viva. A poesia vive.
O ponto vermelho é o sujeito periférico — aquele que está à margem, mas que agora ganha centralidade. As ondas que se cruzam representam a escuta sem fim, a interseccionalidade e o diálogo contínuo entre diferentes saberes. Da Escuta Periphérica nasceu a família. O mesmo gesto fundador — o ponto e a travessia — percorre os três selos em três caminhos: o pensamento (Escuta), a ficção (Prosa) e a poesia (Poética).
Recebemos propostas para os três selos — pesquisa (Escuta), ficção (Prosa) e poesia (Poética). Conte de qual selo é a sua obra ao submeter.